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A CURA MANSA
Doses mínimas, mágica energização
de vegetais e minerais. Assim, o organismo se reequilibra. Voltam saúde, harmonia, humor.
Não existem doenças, só existem
doentes. Substâncias que produzem determinados sintomas em pessoas sadias curam os mesmos
sintomas em indivíduos enfermos.
Quanto mais uma droga é diluída,
mais poderosa se torna. Do ponto de vista da medicina tradicional (alopática), as idéias
que você acaba de ler não fazem o menor sentido. No entanto, elas estão na base da
homeopatia, sistema médico criado pelo alemão Cristian Frederic Smuel Hahnemann (1755 -
1843) que, atualmente desfruta o status de especialidade clínica em nemerosos países e
tem a preferência de milhões de pacientes no mundo inteiro.
A homeopatia (do grego, homeo,
semelhante; patia, moléstia) surgiu das desilusões de seu criador com a
ciência médica tradicional. Formado em 1779, Hahnemann clinicou durante dez anos em
várias cidades alemãs, até abandonar a medicina por considerá-la imperfeita, agressiva
e mesmo perigosa para os pacientes. Passou a viver, então, da tradução de diversos
livros especializados, dedicando-se , simultaneamente, a reflexões, leituras e pesquisas.
Em 1790, ao traduzir uma obra de William Cullen, impressionou-se com a menção ao
tratamento da malária com a quina, arbusto sul-americano da família das rubiáceas,
utilizada para tal fim desde antes da chegada de Colombo à América. O fato
extraordinário, que geraria a base filosófica da homeopatia, é que a quina, diluída e
ingerida por pessoas sadias, provoca acessos de febre intermitente idênticos aos
produzidos pela malária. Em outras palavras, o mesmo remédio que alivia determinado
sintoma em organismo enfermo desencadeia-o em organismo são. Experiências com diferentes
substâncias, segundo Hahnemann, teriam confimado a teoria.
A homeopatia parte do princípio de que o corpo pode superar por ele próprio a maior
parte dos problemas (exceto, claro, defeitos mecânicos, como uma perna quebrada; e certas
moléstias agudas, que exijam antibióticos ou intervenção cirúrgica). De outro lado,
os sintomas constituem parte importante dos esforços naturais para superação da
doença. Suprimí-los através de drogas atrapalharia o organismo em sua tarefa de
autocurar-se. Além disso, a constante intervenção química no sistema de defesas acaba
por enfraquecê-lo, tornando-o incapaz de repelir com suas próprias forças os ataques
externos.
Para os homeopatas, o funcionamento psicofísico do indivíduo é coordenado por uma forma
de energia imaterial que interliga todas as suas partes. 'Essa energia é chamada de
Energia Vital, Força Vital ou Princípio Vital, não sendo perceptível aos nossos
sentidos, distintas não só da alma pensante como das propriedades físico-químicas do
organismo', escreve a Dra. Celia Regina Borollo no livro Aos que se Tratam pela
Homeopatia (ed. da autora, São Paulo, 1985).
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